O traje de lavrador ribatejano
tem as suas raízes no traje popular espanhol muito divulgado por
Goya.
Era usado nas lides tauromáticas desde finais do século XVIII
e tem como principal caracteristica a forma das calças com cós
alto e cintado, ajustado nas costas com atilho. Os suspensórios
são acessórios importantes para as calças ficarem bem presas e
cintadas. A calça é justa até ao joelho donde segue com a mesma
largura até aos pés de modo a permitir o uso de botas.
O colete tem largas cavas
e quatro bolsos formando um acentuado bico na frente, o qual ultrapassa
a linha da jaqueta. Nas costas do colete aparecem dois triângulos
pespontados com orifícios destinados aos atilhos que ajustam o
corpo de modo a que a caixa torácica fique bem protegida facilitando
a respiração pulmunar. Sobre estas duas peças coloca-se uma faixa
que aperta à cintura até ao diafragma, procurando desta maneira
enfatizar a respiração no galope e ajudar a uma postura correta
e elegante. A jaqueta é curta com dois bolsos na posição vertical
por forma a libertar a zona da cintura de qualquer volume embaraçoso.
As mangas têm quatro botões aplicados na diagonal com função decorativa.
Esta indumentária é acompanhada
pelo chapéu de abas, à portuguesa ou pelo chapéu dito à Mazantíni,
posto em voga pelo célebre toureiro espanhol do mesmo nome : Aba
larga e direita com copa rigida e cilindrica, preso com fita sobre
o queixo.